Zuckerberg, as ações do Facebook e as reações dos investidores

Em turbulência a quase um mês, o Facebook enfrenta a pressão dos parlamentares norte-americanos (e do mundo). Devido a um erro de segurança na rede social, informações pessoais de 87 milhões usuários vazaram. Uma das consequências foi o uso indevido desses dados pela empresa de consultoria política Cambridge Analytica.

Cotações na bolsa de valores

A partir deste ponto, iniciou-se um escândalo que envolveu inclusive a campanha eleitoral do presidente Donald Trump. Para acalmar o mercado, o Congresso norte-americano, os comitês de Comércio e Judiciário do Senado dos EUA, e preservar o valor de sua marca, Mark Zuckerberg, CEO e presidente do Facebook prestou esclarecimentos durante sessões duraram mais de cinco horas.

Dentre os questionamentos, houve cobrança a respeito das políticas do Facebook, assim como a extensão da responsabilidade da rede social perante a segurança nacional. Zuckerberg também preciso responder indagações sobre a privacidade de informações, liberdade de expressão e também sobre as inovações tecnológicas necessárias para impedir que esse cenário se repita.

Aprendendo com os erros

Mark Zuckerberg no Congresso dos EUA

Mark Zuckerberg no Congresso dos EUA (Foto: Aaron P. Bernstein – Reuters)

Zuckerberg assumiu a responsabilidade pelo vazamento das informações e afirmou que o Facebook está passando por um momento de reavaliação, que envolve uma mudança na filosofia da empresa. Porém, após horas em meio a audiências, um dos argumentos mais fortes do CEO foi: apesar do Facebook estar ligado a serviços financeiros e mídias, o negócio continua sendo uma “empresa de tecnologia”.

Além da crescente crise de confiança entre usuários, anunciantes, funcionários e investidores, o Facebook luta contra uma onda de fake news. A plataforma da rede social está investigando os aplicativos que se relacionam com o Facebook para diagnosticar se alguma dessas tecnologias apresenta um comportamento suspeito ou que possa causar crises similares no futuro.

Apesar da pressão, o desempenho das ações da rede social surpreenderam

scilações de candles na bolsa de valores

Esse episódio nada mais é do que um gerenciamento de crise. Empresas com relevância de mercado precisam manter-se atentas sobre como o mundo interpreta seu negócio e as consequências de suas ações. Em casos como o do Facebook, isso se estende ao mercado acionário.

Para a surpresa do mercado, os esclarecimentos de Zuckerberg valorizaram as ações do Facebook na bolsa de Nova York (NASDAQ). Os papéis da rede social registraram seu maior ganho diário em quase dois anos, fechando em alta 4,5% na última terça-feira (10).

Atualmente, o Facebook possui o valor de mercado de US$477.44 bi, negociando 2.91 bi de ações na bolsa de Nova York (NASDAQ). A última cotação de preço avaliou cada ação por US$163,91, o que representou uma valorização de 1,43% na última semana (de 5 a 12 de abril de 2018).

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Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.