Agência S&P Global analisa os riscos econômicos das eleições

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Com o 1º turno das eleições praticamente concluído, o mercado está de olho em nas pesquisas. O quanto o resultado das urnas afetará o futuro da economia brasileira?

agência de classificação de risco S&P Global vem acompanhando o cenário eleitoral e considera que as medidas tomadas pelo próximo presidente afetarão diretamente a nota de crédito do país. Atualmente, o Brasil possui rating BB-, com perspectiva estável.

Para Joydeep Mukherji, analista de ratings soberanos da S&P Global na América Latina, os principais riscos do Brasil são os problemas fiscais e sociais, além do lento crescimento da economia nos últimos meses. “Essa é a nossa preocupação no futuro: quão rapidamente e efetivamente o novo líder vai lidar com essas questões”, afirmou Mukherji em um seminário realizado na última segunda-feira (1).

Atualmente, a expectativa da S&P é que a economia brasileira tenha crescimento de 1,4% em 2018 e 2,2% em 2019.

Riscos dos possíveis resultados das urnas

resultado das eleições ainda é incerto sob a perspectiva da S&P Global. Para a agência, os dois candidatos para o 2º turno das eleições — Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL — tem altos níveis de rejeição por razões diferentes.

Contudo, Mukherji considera que a possível eleição de Bolsonaro traz riscos de incongruências e atrasos nas medidas pós-eleições. O analista explica que isso acontece porque o candidato é considerado um outsider.

As considerações da S&P contradizem as reações que vêm sendo observadas no mercado ao longo da última semana. O dólar abriu a quarta-feira (3) em forte queda*, chegando a R$3,8227 na mínima do dia, e o Ibovespa teve alta de 3,78%, a maior alta diária desde novembro de 2016. Os índices são respostas às últimas pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas na segunda e terça-feira, respectivamente.

*O boletim diário da Câmbio Curitiba publicado hoje (8), informou que dólar desabou mais 3% após Bolsonaro sair fortalecido do 1º turno eleitoral. Às 10h23, a moeda norte-americana recuava 2,55%, a R$3,7585 na venda, após de ter batido na mínima da sessão R$3,7094. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 2,2%.

Leia mais na matéria da Folha de S. Paulo: Bolsonaro é risco maior que Haddad para agenda econômica, diz S&P