PIB fraco e as consequências para o Brasil

A recessão de dois anos no Brasil acabou, porém, diversas empresas ainda lutam para se recuperar e infelizmente, o prognóstico dos especialistas não é promissor

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De acordo com dados apurados pela Bloomberg, a dívida renegociada na carteira dos quatro maiores bancos com ações em bolsa do país está em R$81,5 bi. Isso representa uma dívida quase 80% acima do nível de 2014, antes da economia brasileira começar a se contrair. Há duas possibilidades:

  1. Esse número pode cair mais lentamente do que as estimativas anteriores;
  2. ou estabilizar à medida que a recuperação econômica perde força e a possibilidade de juros mais altos ameaça carteiras renegociadas, indexadas principalmente a taxas flutuantes.

Em 22 de junho, o boletim Focus mostrou que analistas do mercado reduziram as estimativas para o PIB de 2018 para 1,55%. O Copom, por sua vez, sinalizou na semana passada que pode aumentar as taxas de juros para proteger o país de uma venda generalizada de ativos de mercados emergentes.

“O atraso no crescimento da renda adia sua recuperação, e isso também pode atrasar uma redução nas provisões para créditos inadimplentes dos bancos relativas a essas empresas”, disse Eduardo Armonia, diretor da área de reestruturação e recuperação de crédito do Banco Itaú BBA.

Em entrevista a Bloomberg, Armonia enfatizou a importância de as empresas brasileiras aproveitarem o crescimento da renda, baixas taxas de juros, uma taxa de câmbio estável e investimentos internacionais para se recuperar das consequências da Lava Jato, da greve dos caminhoneiros e também contornarem a situação econômica atual do país.

O papel dos bancos

Carlos Macedo, analista do Goldman Sachs, afirmou que os bancos estão relativamente protegidos se as carteiras renegociadas trouxerem taxas de inadimplência mais altas. Segundo ele, “os bancos são muito afetados pelo cenário macroeconômico… Se as perspectivas para o crescimento do PIB enfraquecerem de forma material, nossas projeções para os bancos também deverão enfraquecer”.

Leia a matéria na íntegra na Bloomberg: Dívida renegociada vira bomba relógio com PIB fraco no Brasil