Negociações entre EUA e União Europeia podem prejudicar Mercosul

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O presidente Donald Trump (EUA) e Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, se reuniram no final do mês de julho para discutir possíveis negociações entre os EUA e a União Europeia (UE). O encontro — realizado em Washington no dia 25 de julho — teria o objetivo de estabelecer acordos para acalmar as tensões internacionais e a ameaça de uma possível “guerra comercial”.

Apesar de promissor para o contexto de conflitos mundiais, o encontro entre os líderes também preocupa especialistas. A aproximação entre Estados Unidos e União Europeia pode trazer sérias consequências negativas para o Brasil e seus parceiros do Mercosul.

Representantes da UE e do Mercosul estão na reta final de uma série de discussões. A expectativa é que um acordo seja assinado em setembro, em uma reunião marcada para acontecer no Uruguai. Contudo, caso o acordo com os norte-americanos se mostre mais vantajoso, há o medo de que a nova aliança entre Trump e Juncker prejudique as conversas com o bloco do Brasil.

A questão da soja

De acordo com Trump, uma das propostas acertadas na reunião foi a promessa dos europeus de comprar mais soja dos americanos. Isso prejudicaria o Brasil, que é há seis safras o principal exportador de soja à Europa. Hoje, o principal comprador de soja brasileira é a China, que importa cerca de 80% dos grãos produzidos no país.

Os EUA são o principal concorrente do Brasil em exportações. Ambos os países exportam vários produtos em comum, como a soja, a carne, o açúcar e o suco de laranja. Com um novo acordo tarifário, a União Europeia pode dar preferência a importar estes produtos dos americanos.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.