Como fica o mercado após a saída de Pedro Parente da Petrobras?

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Na manhã da última sexta-feira (1), Pedro Parente pediu demissão do cargo de presidente da Petrobras. Ainda no mesmo dia, a estatal divulgou que Ivan Monteiro, diretor executivo da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores, assumiria como presidente interino.

Parente tinha contrato com a Petrobras até março de 2019. Foi escolhido pelo presidente Michel Temer em 2016 para substituir Aldemir Bendine e recuperar a petroleira, endividada e com falta de credibilidade depois do escândalo da Operação Lava Jato.

A saída de Parente é consequência da crise estabelecida pela greve dos caminhoneiros. A política de preços adotada por sua gestão alterava o valor dos combustíveis de acordo com variáveis como o câmbio e o preço internacional do barril de petróleo, gerando oscilações frequentes. Parente estava sob forte pressão política devido às movimentações e medidas anunciadas pelo governo para reduzir os preços e acalmar os caminhoneiros, que desencadeariam grandes prejuízos para a petroleira.

A reação do mercado

Após o anúncio de Parente, na sexta-feira, as ações da Petrobras chegaram a cair mais de 20%.

Já na segunda-feira (4), os papéis abriram em alta. Pela manhã, registravam ganhos de mais de 7%. As ações ordinárias fecharam o dia com o valor de R$19,98, uma alta de 5,83%. As preferenciais fecharam por R$17,53, com alta de 8,48%.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.