Como ensinar seus filhos a consumirem de forma consciente?

É fato conhecido que crianças imitam os comportamentos dos pais. Faz parte do processo de aprendizado. Tanto que essa é uma das máximas da educação infantil: se não quer que a criança faça algo, dê o exemplo

Crianças são expostas a novidades diariamente. Uma nova boneca, um novo jogo de videogame ou qualquer outro produto que tenha a estampa do personagem favorito estimulam o consumo constantemente. Pensando em educação financeira, essas “oportunidades de compra” proporcionam situações perfeitas para educar a criança financeiramente.

É natural que os filhos peçam para os pais comprarem roupas ou brinquedos e é nesse momento que se pode aproveitar para estimular os pequenos a avaliar se realmente precisam do item desejado. Isso auxilia no aprendizado da criança de forma prática. Dessa forma, ela entende que não precisa comprar tudo o que ve, minimizando os efeitos do consumismo em sua vida adulta. A educação financeira dos pequenos é um processo, e portanto, é ideal que tenha regras e limites.

Pensando nisso, a equipe da PHI Investimentos selecionou 6 dicas para auxiliar você a ensinar seus filhos a consumirem de forma consciente:

1- Dê mesada

A mesada é o primeiro contato da criança com o conceito de administração financeira. É com esse valor que ela entende que precisa administrar o próprio dinheiro. A mesada possibilita ensinar as crianças a lidar com o dinheiro de forma consciente. O valor mensal permite que aprendam a gastar, que entendam que se economizarem e guardarem o dinheiro poderão comprar mais itens ou um brinquedo mais caro e também ajuda com que as crianças aprendam com os erros. Afinal, caso não se planejem bem, o dinheiro poderá acabar antes da próxima mesada, o que tira o poder de compra das crianças. Esse “erro” ajuda com que entendam que não podem comprar por impulso tudo aquilo que desejam.

2- Incentive a ter objetivos

Ao estimular os filhos a ter objetivos para investir, os pais ensinam a criança a dar valor a suas coisas e ao próprio dinheiro. Por exemplo, se a criança quer comprar um novo brinquedo, é importante que saiba qual o custo. Assim é possível estimular a criança a guardar dinheiro para comprar o brinquedo desejado. Isso faz com que os filhos entendam melhor o que significa poupar.

Uma observação: quando a criança tiver dinheiro suficiente para comprar o que quer, é importante deixá-la pagar. É a consolidação da lição: economizar com objetivo torna possível realizar sonhos.

3- Busque realizar atividades que não envolvam dinheiro

Ir ao cinema, ao parque de diversões ou a restaurantes é muito divertido. Porém, é importante mostrar aos filhos que atividades que não envolvem dinheiro também podem entreter e divertir. Alguns exemplos são brincar com os amigos, ir ao parquinho do bairro, desenhar, ler livros ou mesmo fazer um piquenique em família no parque. Promover diversão sem gastar dinheiro auxilia a criança a não associar esses bons momentos apenas a atividades pagas.

4- Ganhou algo novo, doe algo velho

O momento em que a criança ganha um novo brinquedo pode ser uma ótima maneira de ensinar a importância de doar. Pergunte para seu filho ou filha com quais dos brinquedos “velhos” ele enjoou de brincar. Nesse momento as crianças podem apresentar alguma resistência porque possuem memórias afetivas com seus brinquedos. Pensar que outra criança vai brincar com o jogo ou com a boneca favorita, pode gerar ciúmes.

Os pais devem insistir e explicar que não adianta guardar objetos que não são mais usados e que quando a criança ganha algo novo, pode doar o que não usa mais para que outra possa brincar. Uma dica extra: assista o desenho animado “Toy Story 3” com a criança. É possível que ela mesma faça a associação de que consumindo de forma consciente é não acumular coisas que não usa.

5- Dê limites

Se resolver dizer “não”, assuma isso. É importante manter a decisão quando não há condições de comprar o que a criança quer, mesmo que ela faça “birra”. Aprender a lidar com o “não” fará diferença não apenas para a educação financeira dos filhos, mas também para a postura profissional que terão na vida adulta. Entender que há limites é vital para a qualidade de vida tanto no ambiente profissional quanto no pessoal.

6- Explique a diferença entre o necessário e o supérfluo

Esclareça as diferenças entre as o que a criança precisa para viver e o que são necessidades supérfluas. Inclua todos os custos e gastos e explique de forma didática.

Dessa forma, fica mais fácil para a criança decidir o que pode pedir. É claro que os filhos sempre irão pedir brinquedos, roupas, comidas, etc., mas se os pais conversarem a respeito, a criança entenderá aos poucos que não precisa de tudo.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.